Dia em branco

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“Talvez fosse apenas o grande calor do inverno para quem gosta de frio; talvez fosse apenas a imensidão do vazio nos pensamentos; talvez não fosse nada disso, mas naquela manhã de sol, o tudo despertou. Não havia nada a ser descrito. Naquele dia sem sujeito, não deveria haver objeto, pois não havia observador. No entanto, havia quem o narrasse. A licença que peço é para fazer uso do plano de um dia que era para passar em branco, sem significado, exceto pelo fato de que ali se começava a construção de algo. E quando digo ali, não me refiro a um lugar específico e sim a um tempo. Sem crônicas, contos, personagens, trama ou motivo.

Naquele dia, o papel continuou em branco na mesa, e pela primeira vez, eu não escrevi nada. Eu escrevi nada. E do nada, o tudo despertou.

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