No creo en Brujas, pero que las hay, las hay

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Sorte, azar, sorte, futebol, religião, política… – nothing more than an ordinary succession of very natural causes and effects. ¹

 

“Castilhos, goleiro do Fluminense nos anos 50, era considerado muito sortudo. Perguntado a respeito das inúmeras bolas que batiam na trave, ele respondia que, na verdade, era muito azarado, pois a bola podia ir em infinitas direções e batia justo nos poucos centímetros da trave!

 

pra quem quer saber porque ganha e porque perde, esqueci de mencionar mais uma dificuldade: ao contrário dos esportes, na vida nem sempre é fácil distinguir as vitória das derrotas ²”

 

É fato que às vezes as coisas não saem exatamente como a gente quer e que por vezes a gente fica achando que não pode ser apenas por coincidência. Bom, não acredito em sorte ou azar, pero…

 

As escolhas que fazemos podem nos levar a vários caminhos como um grande efeito borboleta. Contudo, o final da estrada a gente não sabe e nem nunca vamos saber, e é nessas horas que entram os religiosos tentando garantir não só que haja outro lado, mas que esse outro lado também seja melhor que o lado de cá. Na verdade, essa cadeia incontrolável de causas e efeitos é como um repente que a gente tenta. Uma hora a gente acerta uma boa rima, na outra a gente se embola na metade, mas os versos não param de sair e um assunto vai levando a outro. É por isso que me dou ao luxo de errar bastante. Também não acredito em pecado, e se eu acreditasse, acharia que pecador é quem não faz o que quer, na hora que quer. Ás vezes da vontade de inventar palavras novas, rabiscar no chão e gritar bem alto, LIBERDADE, e quebrar as grades do portão. ³

 

Sorte ou falta de sorte é só ponto de vista mesmo, eu acho que temos que trocar de opinião mais do que de roupa (assumindo que a troca de roupa é diária rsrs). Sei lá, arriscar mais, ter menos medo. As escolhas certas podem levar a caminhos errados e vice-versa, mas as escolhas que nos fazem felizes, essas sim nos garantem satisfação. Momentânea?! Talvez, mas a vida não é feita de momentos??? E o desenrolar desses momentos é quando daqui a uns anos você olhar pra trás e dizer com orgulho: Porra! Amarelo e azul dá verde! fulano beija bem, ou realmente não era o “grande amor” (ou era, dependendo da ironia hahaha). Aquela estrada era realmente muito foda. Aquela comida era realmente muito ruim…troque a dúvida pela curiosidade. Mas não aconselho trocar o certo pelo duvidoso. Não há nada certo no mundo, e duvidoso é duvidoso. Experimente trocar a dúvida pela curiosidade. Vai por mim, curiosidade é se arriscar, dúvida é futuro do pretérito, e futuro do pretérito é deixar a vida passar diante dos seus olhos.

Como uma amiga disse em uma brilhante colocação, Mais triste que a negativa do “não” é a angústia do “se”.

 

¹ – Edgar Allan Poe – The Black Cat

² – Humberto Gessinger – Bloggesinger

³ – As cores deste quarto (música – André Martins, Gabriel Muzzi)

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